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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Plantas medicinais: a verdadeira rosa-branca


Em sua simplicidade...


Aqui em casa ela é conhecida como 
"a verdadeira rosa-branca", 
por ser a que contém, 
segundo a sabedoria de minha querida mãe, 
as propriedades medicinais.


Observe o tom: 
quando em botão é róseo; 
depois de desabrochada,
a rosa vai se tornando branca, leve... leve, 
na vagareza de seu aroma e sua  doçura.


O seu aroma é suave e delicadamente penetrante. 
Ao cheirá-la sentimos uma certeza inexplicável -  
é como se a nossa essência se transformasse na da rosa-branca.
A sensação é de leveza,
tranquilidade,
revigoramento.




Ao buscar um texto com um conhecimento mais aprofundado sobre as propriedades medicinais da rosa-branca, encontrei esta preciosidade abaixo, que vai bem além do que almejava, ao tratar da rosa em sentidos variados e também em espécies diversificadas. Obrigada à autora Alma Collins por tê-lo escrito:

Simbologia e Curiosidades sobre a Rosa

O nome vem do latim rosa e do grego rhodon. As rosas estão entre as flores mais antigas a serem cultivadas. A primeira parece ter crescido nos jardins asiáticos há 5000 anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos. Muitas variedades de rosas foram perdidas durante a queda do império romano e a invasão mulçumana na Europa. Após a conquista da Pérsia no séc. VII, os mulçumanos desenvolveram o gosto pelas rosas e, à medida que seu império se estendia da Índia à Espanha, muitas variedades de rosas foram novamente introduzidas na Europa. Durante a idade média, as rosas eram muito cultivadas nos mosteiros. Era regra que pelo menos um monge fosse especialista em botânica e estivesse familiarizado com as virtudes medicinais da rosa e das flores em geral. Sheakespeare, em Romeu e Julieta, com uma única frase, definiu bem aquilo que sentimos por esta flor: “aquilo que chamamos de rosa, com outro nome, seria igualmente doce”.

As propriedades medicinais das rosas são várias. A rosa vermelha, por exemplo, é usada na afecção da garganta e boca, também na atonia digestiva e diarréia. A rosa branca é usada na prisão de ventre infantil e, também, em inflamação dos olhos. Geralmente se faz infusão das folhas e pétalas.

Existem muitos mitos, lendas e curiosidades em relação com as rosas. A mitologia grega, conta uma história de que Afrodite deu uma rosa ao seu filho Eros, o Deus do amor. A rosa tornou-se um símbolo de amor e desejo. Eros deu a rosa à Harpócrates, o Deus do silêncio, para induzir a não falar sobre as indiscrições amorosas de sua mãe. Assim, a rosa se tornou também um símbolo do silêncio e do segredo. Na idade média, uma rosa era suspensa do teto da câmara municipal, comprometendo todos os presente ao silêncio.

Os romanos acreditavam que, ao decorar seus túmulos com rosas, apaziguariam os Manes (espíritos dos mortos) e os ricos incluíam em seus testamentos, que jardins inteiros de rosas fossem mantidos para fornecerem flores para suas sepulturas.

Nero era louco por rosas. Durante generosos jantares, pétalas de rosas choviam do teto para o banquete.

Os romanos tinham suas próprias idéias sobre a origem da flor. De acordo com sua lenda, muitos pretendentes foram escolhidos para casar com uma bela mulher chamada Rodanthe, mas ela não se interessou por nenhum. Estes homens estavam tão cheios de amor e desejo que se tornaram violentos e invadiram a casa de Rodanthe. Este episódio enfureceu a Deusa Diana, que transformou a mulher em uma flor e os pretendentes em espinhos.

A rosa é usada em várias simbologias. Talvez a mais famosa seja dos Rosacruzes. A regeneração universal e o segredo da imortalidade, constituíam a preocupação máxima dos alquimistas ligados à fraternidade dos Rosacruzes. Com a justaposição da rosa na intersecção dos ramos da cruz, simbolizavam eles, como se entendeu das inscrições hieroglíficas encontradas no grande triângulo descoberto no templo de Benares, a junção dos dois sexos, que levava, afinal, ao segredo da imortalidade. A rosa era o gracioso emblema de mulher, a imagem da discrição e, portanto o símbolo do silêncio; enquanto a cruz significava a virilidade do sol, pois era a junção que forma a eclíptica com o equador, com os pontos em “Picies” e “Áries” e outro no centro da Virgem. Dessa união resultaria a regeneração universal, ponto mais alto da doutrina secreta e de partida para a imortalidade. Neste aspecto, a rosa também significa ressurreição.

A flor da rosa possui, também, a tripla conotação de amor, segredo e fragrância. Tudo isso reunido daria a fragrância de uma vida santa. Caso dirigido à virgem da rosa mística.

As rosas assumem significados diversos de acordo com as cores que suas pétalas apresentam. Mas a roseira é uma planta tão emblemática, que até mesmo suas folhas possuem o significado de esperança. A rosa vermelha significa amor, porém num ramalhete junto com rosas brancas, assume o significado de unidade. As rosas brancas possuem o significado de inocência e pureza, reverência e humildade ou de segredo e silêncio. A amarela significa satisfação e alegria. A rosa cor de rosa significa graça e gentileza. A cor de laranja significa entusiasmo e desejo.

Talvez a rosa, seja a flor mais enigmática e simbólica de toda a botânica. Agora, quando você der ou receber rosas, já saberá que, antes de qualquer simbologia, está aí uma grande prova de amor.

Alma Collins

Enviado por Alma Collins em 09/01/2007

Código do texto: T341369

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Notícias - Extinta há 32 mil anos, cientistas recriam planta na Rússia

21 de fevereiro de 2012 • 08h59 • atualizado às 09h34 pelo site Terra

Equipe de pesquisadores russos anunciou ter conseguido recriar, a partir do fruto de uma flor encontrada no Ártico, uma espécie de planta que estaria extinta há 32 mil anos. O fruto foi localizado em um toca escondida em um permafrost, na margem do rio Kolyma, nordeste da Sibéria. Totalmente preenchidos com gelo, os sedimentos foram conservados tornando impossível qualquer infiltração de água. As informações são do jornal The New York Times.


A experiência pioneira abre caminho para o renascimento de outras espécies. A stenophylla Silene é a mais antiga espécie a ser regenerada. Pesquisadores canadenses já haviam recriado algumas plantas significativamente mais jovens, a partir de sementes fossilizadas.


O experimento mostra que o permafrost, solo congelado encontrado em latitudes elevadas, serve como um depósito natural de antigas formas de vida, disseram os pesquisadores russos, que publicaram suas descobertas na edição de terça-feira doProceedings of the National Academy of Sciences. "Consideramos que é essencial continuar os estudos do permafrost em busca de um pool genético antigo, o da vida pré-existente, o que, hipoteticamente, já desapareceu da superfície da terra", disseram os cientistas no artigo.


A stenophylla Silene é a planta mais antiga a ser regenerada
Foto: AP 


"A stenophylla Silene é uma planta que se adapta muito bem", disse Svetlana Yashina, coordenadora do projeto, à Associated Press. "Os esquilos cavaram o solo congelado para construir suas tocas, que são aproximadamente do tamanho de uma bola de futebol, colocando em feno e depois peles de animais, tornando uma câmara de armazenamento perfeita", disse Stanislav Gubin, um dos autores do estudo, que passou anos vasculhando a área.


As tocas foram localizadas 38 metros abaixo da superfície, contendo ossos de grandes mamíferos, como mamutes, rinocerontes lanosos, bisões, cavalos e cervos. Gubin também disse que o estudo demonstrou que o tecido pode sobreviver no gelo por dezenas de milhares de anos, abrindo caminho para a ressurreição possível de mamíferos da "Era do Gelo".


Fonte - Terra: 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Notícias - Planta do Cerrado usa folhas subterrâneas para capturar vermes

23 de janeiro de 2012 • 09h37 • atualizado às 10h23



À primeira vista, a Philcoxia minensis parece uma planta delicada, com pequenas flores roxas, galhos finos e aproximadamente 20 cm de altura. Mas, sob a areia branca da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, ela esconde um segredo: folhas grudentas, do tamanho da cabeça de um alfinete, que atraem, capturam e digerem vermes incautos. A descoberta foi descrita na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por pesquisadores brasileiros, americanos e australianos. As informações são da Agência Fapesp.


A hipótese de que a P. minensis seria uma planta carnívora foi levantada pela primeira vez em 2007 pelo botânico Peter Fritsch, da California Academy of Sciences, nos Estados Unidos. "Fritsch verificou a presença de glândulas colantes nas folhas e um grande número de vermes nematoides aderidos às superfícies foliares. Teve, portanto, uma contribuição-chave para o desenvolvimento teórico do trabalho", afirmou Rafael Oliveira, coordenador do estudo feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), à Agência Fapesp.


O norte-americano, no entanto, não havia conseguido provar que a P. minensis era capaz de digerir suas presas, condição obrigatória para que uma planta seja considerada carnívora. Para testar a teoria, a equipe de Oliveira criou uma colônia de bactérias marcadas com isótopos de nitrogênio. Essas bactérias foram oferecidas como alimento aos vermes, que por sua vez foram oferecidos à planta.





Ao analisar as folhas após o experimento, os cientistas detectaram a presença dos isótopos de nitrogênio, indício de que a planta havia de fato digerido os nematoides e absorvido seus nutrientes. "Além disso, detectamos na superfície das folhas a presença de fosfatases, enzimas que podem digerir os nematoides", contou Oliveira. Isso reforçou a hipótese de que a planta faz todo o trabalho sozinha, sem necessitar de fungos e outros microrganismos para processar suas presas.





Segundo o pesquisador, essa estratégia de captura é única entre as plantas carnívoras e surgiu, provavelmente, graças a uma combinação de fatores. "A Philcoxia ocorre sobre solos de areia muito branca, pobre em nutrientes, mas com abundância de nematoides", contou Oliveira. Além disso, acrescentou, as partículas de areia são translúcidas. Isso possibilita à planta realizar fotossíntese mesmo com as folhas embaixo da terra.

"A radiação solar e a temperatura do ar nesse habitat são muito altas. Já a disponibilidade de água é baixa. Essas condições extremas dificultam a sobrevivência da maioria das plantas, mas podem ter favorecido a seleção desse hábito peculiar da Philcoxia - o posicionamento subterrâneo de folhas", disse.


Além da P. minensis, outras duas espécies compõem o gênero Philcoxia: a P. bahiensis e a P. goiasensis. Todas crescem apenas no Cerrado brasileiro. "A pesquisa foi feita apenas com P. minensis, mas a descoberta deve valer para as duas outras espécies, pois elas compartilham as mesmas características", afirmou Oliveira.

Até então, ressaltaram os cientistas no artigo, não havia evidências de carnivorismo na família Plantaginaceae, à qual pertence a Philcoxia e outras 2 mil espécies. Além disso, o artigo da PNAS é o primeiro a incluir os vermes nematoides entre as vítimas destas plantas.


Fonte - Terra: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5572183-EI8147,00-Planta+do+Cerrado+usa+folhas+subterraneas+para+capturar+vermes.html